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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Para presidente de comissão, novo Código Penal deve vigorar em 2013

TEMAS JÁ ANALISADOS PELA COMISSÃO QUE PREPARA O ANTEPROJETO DO CÓDIGO PENAL
Criação do roubo por equiparação
Pena maior para maus-tratos de animais
Pena maior para fraude em licitações
Permissão de cópia de obra para uso pessoal
Criminalização da queima de documentos
Tipificação de crimes cibernéticos
Tipificação de corrupção entre particulares
Pena maior para vazamento de dados
Tipificação de crime para  milícia
Soma das penas em estupro ou morte
Sanção penal para empresas corruptas
 Testemunha para provar embriaguez
Inclusão do terrorismo como crime
Enriquecimento ilícito de servidor
Liberação de aborto até a 12ª semana
 Pena maior para abuso de autoridade
Tipificação de exploração de jogo ilegal
Criminalização do tráfico de pessoas
Penas diferenciadas para índigenas
Fim do crime de desacato a servidor
Tipificação da venda de documento falso
Pena menor para falsificação de remédio
Sessão da Comissão de Juristas responsável pelo novo Código Penal  (Foto: Mariana Zoccoli / G1) O presidente da comissão de juristas responsável por elaborar o anteprojeto do novo Código Penal, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp, afirmou nesta segunda-feira (18) que o novo texto deve começar a vigorar no final de 2013.
Dipp disse que a análise e votação do anteprojeto no Congresso estão prejudicadas ainda neste ano por causa do período eleitoral.
"Acho difícil [para este ano] porque nós estamos em um período de eleições, mas eu trabalho com uma expectativa, com um otimismo para o final de 2013. [Após a entrega ao Senado] Começa aquele longo caminho, aquele caminho que o Congresso Nacional tem na elaboração de suas leis, com a participação dos representantes do povo e certamente com a sociedade", explicou.
O anteprojeto do novo Código Penal está sendo elaborado por uma comissão de juristas designada pelo presidente do Senado, José Sarney. Antes de passar a vigorar, o texto ainda tem de passar pelo Senado e Câmara, onde poderá sofrer alterações dos parlamentares.
Para o ministro e presidente da comissão, muitos temas polêmicos já discutidos pelos juristas voltarão ao debate na fase de apreciação da proposta pelo Congresso Nacional. Dipp citou, entre outros exemplos, a descriminalização das drogas para uso próprio e a liberação do aborto até a 12ª semana de gestação, por vontade da gestante, se médico ou psicólogo atestarem que a mulher não tem condições de arcar com a maternidade.
"Muitos temas polêmicos certamente vão renascer para o debate. Isso é lógico, isso é normal. O que importa é que nós levantamos todos os problemas", afirmou. Dipp ainda ressaltou que o novo código deve ser "claro, tem que ser singelo para que a população possa entender".
O anteprojeto do Código Penal deve ser entregue ao presidente do Senado até o dia 25 de junho. No dia 27, haverá solenidade para a entrega. Nesta segunda-feira, a comissão fez a última reunião antes da entrega do relatório.
Anteprojeto
A previsão original era de que a comissão de juristas entregasse um anteprojeto de reforma do Código Penal até o próximo dia 26 de maio. O presidente da comissão disse, no entanto, que foi pedida uma prorrogação deste prazo, para o dia 25 de junho.
No Senado, o anteprojeto passará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que incluirá todos os projetos que tenham ligação com o Código Penal em tramitação na Casa.
Sessão da Comissão de Juristas responsável pelo
novo Código Penal (Foto: Mariana Zoccoli / G1)
Depois, o texto passará pela Câmara dos Deputados e, caso seja aprovado sem alterações, segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.
Entre os temas já aprovados pela comissão estão a descriminalização das drogas para uso pessoal, criação dos crimes de enriquecimento ilícito, tráfico de pessoas e exploração de jogos de azar sem autorização legal, responsabilização penal das pessoas jurídicas, tipificação de terrorismo, a revogação do crime de desacato e o aumento da pena para quem utiliza menores de idade na realização de crimes.
Texto final
De acordo com o relator do anteprojeto do Código Penal, Luis Gonçalves, a última reunião da comissão de juristas serviu para “aperfeiçoamento de redação”. O relator ainda informou que o relatório do código tem 300 páginas.
Um dos temas de debate na última reunião foi a condução de veículo sob influência de álcool ou substância de efeito análogo. Gonçalves informou que a tipificação deste crime já estava inclusa no anteprojeto e que houve apenas ajuste na redação.
Caso o novo Código Penal seja aprovado, a simples manifestação de incapacidade de conduzir com segurança causará pena de prisão de um a três anos. Ou seja, a pessoa que conduzir veículo motorizado embriagada ou sob efeito de sustância análoga e recusar a fazer exame de sangue ou bafômetro, poderá responder pelo crime tendo como prova uma foto, vídeo ou até mesmo depoimento de testemunha.
Além disso, os juristas aplicaram a mesma regra da delação premiada do sequestrador aos que cometem os demais crimes. Para receber o benefício da delação premiada, o autor do crime deve contribuir para a total ou parcial identificação dos demais coautores ou participantes; ou localização da vítima com integridade; ou recuperação total ou parcial do produto.
 

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